Foi anunciada, recentemente, a criação do primeiro laboratório brasileiro focado no estudo de cidades inteligentes, resultado de um acordo de cooperação técnica, no valor de R$ 2,5 milhões de reais, firmado entre a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) e o Instituto Nacional de Metereologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro). Este espaço, que ficará sediado no Rio de Janeiro, servirá como ponto focal para a realização de pesquisas, certificações e testes de tecnologias criadas para as smart cities, e acredita-se que irá contribuir ativamente para aa formulação de políticas públicas orientadas para a integração das cidades.

O laboratório também abrigará uma minicidade, que permite a simulação de um ambiente monitorado. Esta simulação, combinada à expertise do Inmetro e às tecnologias desenvolvidas pelas empresas participantes da ABDI, permitirá a observação e elaboração de critérios técnicos, padrões, procedimentos de conformidade, entre outros aspectos que possam facilitar a aplicabilidade destas inovações nas cidades.

Este ambiente traz ainda mais benefícios: pode contribuir para solucionar problemas típicos da cidade, como saneamento, iluminação, coleta de resíduos, além de pensar em alternativas para prevenção de desastres, por exemplo. Esta cooperação tem, como objetivo final, contribuir com o desenvolvimento industrial brasileiro, transformando os serviços e espaços públicos, favorecendo o crescimento das cidades, bem como sua integração, e aumentando a qualidade de vida das pessoas. De acordo com as informações disponibilizadas pelos dois órgãos, a minicidade deve demorar cerca de dois anos para ser construída e será conhecida como Ambiente de Demonstração de Tecnologias para Cidades Inteligentes.

Segundo o presidente da ABDI, Guto Ferreira, as cidades estão mudando rapidamente, e não serão mais as mesmas em dez anos. Isso acontece porque há o interesse e a necessidade das cidades, assim como um potencial enorme – só na América Latina, estima-se cerca de 1 trilhão de dólares – ainda a ser explorado. Ele acredita que o país tem capacidade para assumir protagonismo na área e enxerga o laboratório como uma excelente oportunidade para isso.